terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

me ensia a ser palhaço?


O filho tinha vergonha do pai, por que o pai era palhaço.
O filho se formou em Direito e seguiu outro caminho.

Um dia o filho visitou o pai, que já estava no leito de morte.

Ele era uma pessoa muito amargurada.
Então ele se acocorou, pegou a mão do pai e disse:
“Pai, me ensina a ser palhaço?”.
E o pai respondeu:

“Isso não se ensina seu bosta!”.

Cordel do Fogo Encantado.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A vingança


Eu sempre me orgulhei de nunca ter sido roubada, levando em conta que moro em São Paulo.
Pois ontem, voltando da faculdade fui abordada por uma criatura que não deu muita sorte.
Ando numa pindaíba tão grande que estou econimizando até na condução, esperei até quase meia noite pra pegar um ônibus que dá uma grande volta, e no final do seu itinerário (onde desço) passa o "maravilhoso" e "nada" demorado outobus que me leva até próximo de casa.
Depois de duas horas de paciente espera, e uma possível amizade com uma estudante de psiquiatria, consigo finalmente desembarcar nas proximidades da minha residência.
Dizem que a vida é cheia de decisões, eu decidi seguir cerca de 800m a pé à esperar outro ônibus que diminuiria o trajeto a tão sonhada caminha.
Pois bem, sigo ouvindo um bom Jazz no meu celular (que só funciona um fone) pera enganar a fome.
Eis que percebo uma figura perto de mim, e quando tento andar mais rápido, ele se aproxima e saca uma faca (puta merda, uma faca de cozinha, poderia ser pelomenos uma espada chinesa, ou uma daquelas do Crocolido Dandy, mas era uma xexelenta faca de cozinha das mais precárias, perigo de eu pegar tétano só de olhar) e afobado pega meu celular, e pede dinheiro, eu gritando falo que não tenho, ele insiste, e eu começo a chorar falando que não tenho. Ele deve ter percebido que sou tão fudida quanto ele e sai andando e levando meu celular ¬¬.
Eu chorava descontroladamente andando e me ocorriam várias coisas. Como poxa vida, pouca merda pra quê? que injustiça, e porra, nem dinheiro pra ser roubada não tenho rs.
O ladrãozinho da faca se deu relativamente mal, levou um celular velho, e nem um realzinho. Deve ter me chingado até a 3ª geração.
O mais engraçado (rir pra não chorar, certo?) é que quando cheguei em casa minha avó quiz dar uma de valente e saiu de carro querendo achar o fajuto. O que ela faria? Dar uns tapas nele e dizer: - Menino mau, isso é feio!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009



Senti saudade, ausência de ti.
Dizem que ausência não é falta, é um estar em si.
Desconfio que ficou um bucadinho de você em mim, um pedaço que faz falta.
Não sei se é no abraço que sobra espaço,
no caminhar sem rumo...
talvez seja no silêncio,
que acalanta tantas dissertações incapazes de serem descritas por palavras.
Passei para compartilhar, não do silêncio, este trago comigo, egoista que sou.
Mas das paravras que rasgam o branco vazio desse espaço e transmitem o que não consigo guardar só comigo.
você faz falta.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Amigos imaginários

Tenho amigos imaginários escondidos.
eles vem até mim, brincam com a minha imaginação,
provocam gostosas risadas internas e mantém minha infantilidade esquizofrênica.
É uma carência de consistência na vida, e as diversas lacunas do dia-a -dia são preenchidas com micro histórias, sem nexo.
Lembranças passadas, presentes e futuras num emaranhado de sensações.
Tenho dores, dificuldade com amores e boas conversas com lugares.Com lugares?
Sim!
As vezes só de olhar um lugar simpatizo, flerto como não ousaria flertar com alguém real (as pessoas dão medo, sabia?), assim vou enfim me aconchegando e fitando com carinho cada cantinho. Converso com os objetos, eles têm cada coisa pra contar que fico abismada, e por vezes corada.
Um dia consigo fugir. Serei um componente do espaço, para complementar uma ação, perfumar a vida das pessoas.
Ser um vasinho, pintado com cuidado e amor pela velhinha que relembra os amores e as dores de sua longa vida, de como o mundo mudou e sua memória ainda resiste a acompanhar tudo o que ocorre. Mais tarde, empoeirada quero ser quebrada pelos netinhos, que correm em volta da minha velhinha. Eles a amam, o cheiro de criança que ela exala pelos olhos é fascinante. Deve ser ele que atrai as crianças, ou serão os doces e gulosemas?
Depois quero ser recolhida, virar caquinhos, compor o muro de uma casa, num mosaico colorido que quase ninguém vê. Quero ver o passar apressado das pessoas que esquecem da cor da vida, e ficam uniformizadas no cinza da cidade. Eu colorida que seria, faria parar os apaixonados, os loucos ou sensíveis. As crianças a exclamar:
- Olha a flor!!! E o passarinho, mãe, mãe, tem um dragão na parede, olha!
E ficarei feliz.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Pessoa

você é como um poema inacabado.

Sempre tem-se a tentação de mais uma frase, mais um verso...
de ter pra sempre um poema em aberto, que se possa pensar e almejar todos os dias

mesmo odiando o fato de não conseguir concluí-lo


08/09/08

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

(obs.: o vídeo está lincado, não aprendi a colocar vídeos aqui ainda)

O Amor é Filme

O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

Um belo dia a a gente acorda e hum...
Um filme passou por a gente e parece que já se anunciou o episódio dois
É quando a gente sente o amor se abuletar na gente tudo acabou bem,
Agora o que vem depois

O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois,
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O Zoom in dá ré e sobem os créditos

O amor é filme e Deus espectador!

"- A gente devia ser como o pessoal do filme, poder cortar as partes chatas da vida, poder evitar os acontecimentos!
Num é?!?!"


Cordel Do Fogo Encantado

Composição: Lirinha

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Carta póstuma.


Entrei ensandecida em seu leito, era a primeira vez que veria sua lápide sozinha.
Não foi fácil, ainda sentia seu corpo anlaçado ao meu, seus suspiros ao meu colo, mas seus doces olhos não traziam o mesmo brilho.
Lembro ainda de quando nos conhecemos, era desamor com tanto amor.
Exclamava baixinho para você não ouvir:
- Meu Deus como ele me ama, o que faço agora?!
E deixei os dias responderem. Não fazia mais nada sem ser tua, sem ser nós.
Aos poucos fui gostando, fui amando e vivendo cada segundo ao teu lado como se fosse único.
Era inimaginável uma fissura entre nós, apesar de tantas discussões, agouros e mal dizeres eramos um paradoxo complementar.
Uma infindável dor abalou minha consciência. As lágrimas que escorrem de minha face tentam acalantar a ausência de mim, de ti.
Hoje ao acaso, na nostalgia adolecente relembro nossa vida com um amigo, sempre chegamos a conclusão de que o nosso amor era um mundo isolado, algo só nosso, que não daria abertura para qualquer reles mortal se aproximar e comungar do nosso amor.
Mas será amor ou doença?
Um mergulho as profundezas de outro ser sem volta sadia, a impotância do sorriso, e do "Bom dia", acordar idolatrando o outro, almejando sempe estar ao seu lado.
As cartas trocadas, se lembra?
Eramos amantes das palavras, das flores e das brigas.
Brigando com minha timidez e orgulho entregava a ti meu romantismo suado, dolorido, clamando por correspondência.
No mais doce afago jogavas bálsamo nas minhas feridas, sua escrita simples e objetiva retratava seus sentimentos com uma forma sutil e sincera, lamentando não possuir um rebuscar, e me desarmando dizia-se envergonhado por não retribuir como eu merecia.
Acredito que era perfeito, meu terno amor, e para não estragar a figura que será contada ateus netos você se foi.
A solidão violentamente tomou seu lugar, estraçalhando e desfigurando meus dias.
A vitalidade de outrora deu lugar a uma caricatura do que eu seria, sim, pois sem você não passo de uma imagem sem alma, incompleta.
Não voltaras! É o que repito toda manhã, sem seu olhos de ressaca da noite mal dormida.
Não é ele, grito silenciosamente vejo alguém que lembre sua feição.
Preciso dizer adeus, e peço ao seu Deus que cuide bem de ti, pois arrancaram de mim essa responsabilidade.
Que ele cuide de seu jeito, mimos e graças, e aviso que seria impossível não se apaixonar por suas caras e a doce forma com que fala.
Deixo a reprodução das rosas que me destes, estão repletas do que fomos.
Até a próxima vida, amor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Até que ponto a sua individualidade interfere na minha?

O relacionamento estabelecido entre as pessoas (ou falta dele) é facinante.
Eu, devaneando em mais uma volta para casa reparei que as pessoas estão tão presas em seus mundos que esquecem dos outros, e de como eles interferem em sua vida (não estou fora dessa).
Não se se já repararam, mas um simples comprimento, um sorriso, um "Bom dia!" alegre, ou um ato grosseiro, e mal humorado pode melhorar ou estragar de vez o seu dia.
Um exemplo clássico desse nosso mundo "pós-moderno", são esses malditos celulares com auto falantes.
Um filho da puta que escuta música alta (se é que chega a ser música, mas enfim isso já é outra discussão) no trem, ônibus, metrô ou qualquer local onde estejam pessoas gozando da sua introspecção. Se esse indivíduo esquece que sua individualidade por mais insignificante que seja interfere na do próximo causando intersecções nas relações humanas, e exatamente no digníssimo momento em que a individualidade dele termina a do outro começa. Parece simples, não?
Pois é, mas sempre aparece uma criatura que sente-se no direito de compartilhar seu gosto (desgosto?) musical com o coletivo.
Eu sinceramente acho digno compartilhar momentos, aproximar-se das pessoas, mas contanto que as partes envolvidas estejam em comum acordo.
E tomada por um belíssimo sentimento de amor ao próximo, um sentimento tão grande e intenso capaz de trucidar lentamentente a alma boa que compartilha sua "potranca" e "piriquita" com os outros usuários do ônibus, resolvo abordar sutilmente a pessoa. Munida de toda a educação e delicadeza do mundo peço encarecidamente que abeixe o volume do aparelho, aponto o aviso que proibe o uso de aparelhos sonoros, agradeço a atenção e saio.
Fica ressoando apenas o tom minimamente irônico e nas entrelinhas:
- Escuta aqui seu imbecil, você é cego? Por que surdo percebi que é.
Não percebeu que é proibido o uso dessa merda aí????
Bom acho que não, e também não se tocou que ninguém é obrigado a aguentar essa falta de gosto musical!
Idiota!



(Eu ainda tenho amor a minha vida, e Morando em São Paulo você sabe como é... nunca se sabe quando uma bala pode atravessar suas víceras.)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Procura...

Visão

Uma noite, meu Deus, que noite aquela!
Por entre as galas, no fervor da dança,
Vi passar, qual num sonho vaporoso,
O rosto virginal duma criança.
Sorri-me - era o sonho de minh'alma
Esse riso infantil que o lábio tinha:
- Talvez que essa alma dos amores puros
Pudesse um dia conversar co'a minha!
Eu olhei, ela olhou... doce mistério!
Minh'alma despertou-se à luz da vida,
E as vozes duma lira e dum piano
Juntas se uniram na canção querida.
Depois eu indolente descuidei-me
Da planta nova dos gentis amores,
E a criança, correndo pela vida,
Foi colher nos jardins mais lindas flores.
Não voltou; - talvez ela adormecesse
Junto à fonte, deitada na verdura,
E - sonhando - a criança se recorde
Do moço que ela viu e que a procura!
Corri pelas campinas noite e dia
Atrás do berço d'ouro dessa fada;
Rasguei-me nos espinhos do caminho...
Cansei-me a procurar e não vi nada!
Agora como um louco eu fito as turbas
Sempre a ver se descubro a face linda...
- Os outros a sorrir passam cantando,
Só eu a suspirar procuro ainda!...
Onde foste, visão dos meus amores!
Minh'alma sem te ver louca suspira!
- Nunca mais unirás, sombra encantada,
O som do teu piano à voz da lira?!...

Casimiro de Abreu
Setembro - 1858

Sempre procurando, não desistimos!
Desda origem da humanidade os sentimentos são preponderantes para uma vida sustentável.
Podemos ter fundos, emprego, bens, uma vida estável, mas se o emocional não estiver de comum acordo de nada adiantará.

Preciso parar de me esconder.

domingo, 2 de novembro de 2008

Ausência

Um belo dia acordei e resolvi viver.
Por onde começar? Fazer amigos, sentir a brisa da manhã, um pouco de adrenalina quem sabe...
Um dia pensei na felicidade, mas estava tão distante que logo o pensamento passou e esqueci de tudo.
Sonhei com o amor, ele tinha passado pela minha vida, deixado muitas marcas e cicatrizes e um ideal insólido de perfeição.Acordei assustada, e todos od dias me pergunto se realmente foi um sonho.